domingo, 2 de março de 2008

Restaurante Oliver: Clube de Golfe

Nossa! Quanto tempo que não escrevo neste blog... muitas pessoas me indagaram o porquê da demora e só tenho uma resposta: muuuito trabalho. Mas agora reabro a minha coluna com a satisfação de falar sobre um restaurante que é a minha sala de almoço e jantar de quase todas as semanas: o Restaurante Oliver.

Localizado no tradicional e belo Clube de Golfe de Brasília, o Oliver é um refúgio do clima monótono e urbano das 'entrequadras' da cidade. É um restaurante de clima campestre em meio a pinheiros e à grama impecável exigida pelo esporte do local. Além de estar apenas a 5 minutos da Praça dos Três Poderes, o Oliver conta com um amplo estacionamento privativo, o que já é um enorme diferencial nesta Capital Federal refém da quantidade de carros.

Como um dos meus prazeres (além de bons restaurantes) é o golfe e devido ao fato de eu ser frequentador assíduo do Clube, tenho um longo contato com o Oliver desde a sua construção, concepção, amadurecimento, reformas e consolidação. Hoje, é um restaurante que se afirma como uma das melhores opções da cidade em consideração à sua localização, ambiente e relação custo-benefício.

Apesar de sempre pesar em minhas críticas o fator 'simpatia' dos atendentes, é inegável que o atendimento nunca foi o forte do restaurante. Quanto à culinária, o Oliver é inspirado por nuances mediterrâneas, com opções diversas no cardápio. Um dos bons diferenciais do restaurante é a opção de se escolher meia-porção para todos os pratos, o que estimula o brasiliense a adotar a velha tradição européia de comer um menu completo da entrada à sobremesa. Merecem destaque: a bruschetta de tomate e a já famosa Paella Marinera servida no almoço de sábados e domingos.

Com a chancela da importadora Zahil, a carta de vinhos é respeitável por sua diversidade e pelas opções de vinhos do Novo Mundo. Em contrapartida, é bem verdade que carecem opções de vinhos expressivos do Velho Mundo: os franceses, por exemplo, são quase todos do Languedoc e do Côtes-du-Rhône.

O restaurante recebe uma clientela eclética, muito provavelmente por ser um restaurante muito versátil. A sua varanda, com vista ao local de treinamento dos golfistas, é um agradável local para um happy-hour ou para um almoço embaixo dos grandes 'umbrelones' que protegem os clientes do sol forte (com um parêntese importante: charutos aqui são permitidos :-). Quanto ao interior, a decoração rústica-elegante confere um ar aconchegante e descontraído que acolhe casais, amigos, famílias, até empresários em negócios. É alí em que as noites de quarta a sábado oferecem música ao vivo de bom gosto, variando do jazz ao MPB.

O Oliver pode não ser (e não é!) um primor da culinária internacional (com exceção à Paella Marinera!). No entanto, não deixa de ser um restaurante agradável, versátil, bonito, bem localizado e uma excelente alternativa para os brasilienses. Por esse motivo, não só continuo a utilizá-lo como sala de almoço e jantar após minhas partidas de golfe, mas sempre procuro trazer amigos para aproveitarem o agradável ambiente.

Notas
Ambiente 5
Som / Música 4
Atendimento 3
Carta de Vinhos 3

Cozinha
- Apresentação 4
- Harmonia 4
- Variedade 4
- Personalidade 3

Custo/Benefício: 4
Nota Geral: 3


1) Setor de Clubes Esportivo Sul, Trecho 2, Lote 2, Clube de Golfe de Brasília
Tel: (61) 3323-5961

2) Espaço Cultural ECCO, Setor Comercial Norte, Quadra 03, Bloco C - Loja 5
Tel: (61) 3326-1250






http://www.restauranteoliver.com.br/

quarta-feira, 2 de janeiro de 2008

Dom Francisco: Academia de Tênis

FELIZ ANO NOVO!!! Eis a primeira coluna de 2008:

Completando em 2008 cerca de 20 anos de existência, o restaurante Dom Francisco se afirmou como uma verdadeira instituição na Capital Federal. Sua tradição é vasta não só entre políticos e empresários, mas também entre famílias que buscam um bom restaurante de domingo. Comandado pelo famoso proprietário Francisco Ansiliero, o restaurante já conta com quatro casas espalhadas pela cidade: ParkShopping, Clube Asbac, Academia de Tênis e, muito recentemente, na 402 Sul. Poderia cometer o erro de generalizar a minha análise em relação a todos os estabelecimentos do Dom Francisco, mas prefiro restringir o meu foco (pelo menos por enquanto) no restaurante localizado na Academia de Tênis.

Ao longo dos anos, o restaurante foi sucesso da crítica especializada como uma das melhores carnes de Brasília e como a melhor carta de vinhos. Me antecipo em concordar com este último quesito. A casa já chegou a ter a 4a maior adega de todo o Brasil. Os dados mais recentes, de acordo com o Guia Quatro Rodas 2008, posicionam a casa como tendo a 6a melhor adega do país. A Revista Veja confirma a qualidade de sua vasta seleção ao coroar o Dom Francisco como a casa que detêm a melhor carta de vinhos da cidade: 20.000 unidades divididas entre quase 1.000 rótulos diferentes. A seleção vai desde os vinhos mais acessíveis com boa relação custo-benefício, até verdadeiras raridades como o Chateau Petrus. Há alguns anos, confesso que pessoalmente ouvi dizer, da boca de um dos proprietários, que Francisco Ansiliero só não tem o caríssimo Domaine de La Romanée-Conti porque a esposa o tinha proíbido àquela altura. Mas isso são outro contos...

No quesito culinária, o Dom Francisco da Academia de Tênis conta com variadas opções de carnes, das vermelhas até peixes típicos da Amazônia. É verdade, porém, que essas opções só são percebidas após vários minutos tentando decifrar o cardápio confuso e mal organizado (aqui fica a dica no ar). Sem a menor sombra de dúvida, o restaurante é famoso por suas ricas saladas e pela sua picanha guarnecida com uma saborosíssima farofa de ovos (apesar de haver outras similares na Capital, vale dizer que a do Dom Francisco é a melhor que já tive a oportunidade de comer). Além disso, o menu conta com uma verdadeira e bem servida moqueca capixaba (ou seja, sem azeite de dendê). No entanto, as guarnições da moqueca pecaram por demais na harmonia entre sabores e texturas (pode até ser impertinência minha, mas tenho por obrigação alertar os leitores deste blog). Por outro lado, recomendo o saboroso Pirarucú em molho de castanhas-do-pará, servido com feijão-manteiguinha de Santarém.

O ambiente do Dom Francisco confunde-se com o da Academia de Tênis. Localizado em frente à piscina do clube e em torno de outros restaurantes, esse estabelecimento conta com uma ampla varanda coberta e arejada, além de um espaço interno refrigerado. Não é a toa que o clima ensolarado dos finais de semana estimule várias famílias a frequentarem o restaurante no almoço.

Quanto ao atendimento, nota-se um certo ar de tradicionalidade na polidez (como aqueles restaurantes de São Paulo ou do Rio que funcionam há pelo menos meio século). No entanto, confesso que ainda acho que a equipe poderia ser mais bem treinada e pró-ativa no trato com os clientes.

No contexto geral, reafirmo que o Dom Francisco já tem o peso da tradição em Brasília. Porém, não posso me esquivar do fato de que o restaurante (pelo menos o da Academia de Tênis) se encontra um tanto parado no tempo (no mal sentido, muito infelizmente). Por ser um restaurante com um longo histórico de boas críticas na Capital além de ter uma das melhores cartas de vinho de todo o país, expresso o meu sincero desejo de ver uma revitalização de peso, um novo sopro de vigor e de diferencial. Mesmo assim, reconheço a sua qualidade proporcionalmente ao que se propõe o restaurante, especialmente no que tange sua culinária. O Dom Francisco é e merece continuar como uma inegável instituição da Capital, mas urge por uma modernização.


Notas

Ambiente 4
Som / Música (inexistente no momento da visita)
Atendimento 4
Carta de Vinhos 5

Cozinha
- Apresentação 3
- Harmonia 3
- Variedade 5
- Personalidade 4

Custo/Benefício: 4
Nota Geral: 4

Academia de Tênis, Trecho 4, Conjunto 5, Lote 1B.
Telefone: 3316-6285 ou 3316-6265.
11h30 / 0h (Domingo a Quinta) e 11h30 à 1h (Sexta a Sábado).

Desconto no estacionamento interno ao carimbar o cartão no próprio restaurante.

http://www.domfranciscorestaurante.com.br/
(site inoperante até o fechamento desta coluna)